Estudo aponta que 7 em cada 10 brasileiros enxergam a escola como um local inseguro. Entenda os impactos na gestão escolar e caminhos para a paz.
A percepção da sociedade sobre o papel protetivo das instituições de ensino passou por uma transformação preocupante nos últimos anos. De acordo com um levantamento inédito realizado pelo Instituto Futuro é Infância Saudável (Infinis) em parceria com a Quaest, impressionantes 73% da população brasileira não consideram as escolas locais seguros para crianças e adolescentes. O dado acende um alerta vermelho para gestores, professores e famílias sobre a urgência de repensar as dinâmicas de convivência no ambiente acadêmico.
O estudo ouviu mais de 2,2 mil pessoas em centenas de municípios e revelou uma queda drástica na confiança depositada nas unidades de ensino. Enquanto em 2021 a maioria absoluta da população confiava plenamente nas escolas, o cenário atual mostra que apenas 30% mantêm esse nível de segurança institucional. Entre pais e responsáveis, a preocupação é ainda mais acentuada na rede pública, onde 72% relatam sensação de insegurança, comparado a 59% na rede privada.
Especialistas reforçam que a solução para mitigar esse cenário passa pelo fortalecimento de políticas públicas já existentes, como a abordagem de competências socioemocionais preconizada pela BNCC e a ampliação do Programa Saúde na Escola. Para as lideranças educacionais, o desafio agora é transformar o espaço escolar em uma verdadeira rede integrada de escuta, acolhimento e prevenção, unindo educadores, famílias e comunidade no mesmo propósito formativo.
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