Estudo do Pisa revela que quase metade dos estudantes brasileiros de 15 anos utiliza chatbots de inteligência artificial semanalmente para apoiar os estudos.
Enquanto o debate sobre a presença de dispositivos móveis no ambiente escolar continua em pauta, a tecnologia da inteligência artificial já conquistou espaço na rotina de aprendizagem dos adolescentes. De acordo com os dados inéditos divulgados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), 48% dos alunos com 15 anos no país recorrem a assistentes virtuais ao menos uma vez por semana para fins acadêmicos, índice que superou a média registrada pelos países integrantes da OCDE.
A pesquisa detalha as principais finalidades atribuídas a ferramentas como o ChatGPT no cotidiano escolar. Enquanto o uso da tecnologia para síntese de conteúdos e produção textual apresenta patamares similares à média internacional, destaca-se o volume de alunos que buscam suporte para investigações rápidas sobre tópicos inéditos.
Especialistas em políticas educacionais alertam para a correlação entre o consumo acelerado de conteúdos mediados por tecnologia e a disseminação de um padrão de leitura mais superficial. A dinâmica impulsionada tanto pelas redes sociais quanto pelas respostas instantâneas da inteligência artificial pode influenciar o desenvolvimento da proficiência leitora, exigindo das instituições de ensino novas estratégias de mediação pedagógica e letramento digital crítico.
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