Relatório da OCDE aponta que um a cada cinco alunos deixa o ensino médio no Brasil. Desafio exige atenção redobrada de gestores e professores.
Um levantamento divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), por meio do relatório Education at a Glance 2026, acendeu um sinal de alerta nas redes de ensino brasileiras. De acordo com os dados, 20% dos jovens que ingressam no ensino médio não concluem a etapa até dois anos após o prazo previsto, índice consideravelmente superior à média internacional, que fica em 12%.
O estudo internacional detalha que o desligamento da instituição de ensino não ocorre de maneira isolada, mas sim como o desdobramento de um processo contínuo de distanciamento acadêmico. Fatores como baixo rendimento, faltas recorrentes, desmotivação e vulnerabilidade socioeconômica pesam sobre essa decisão. Além disso, o cenário revela disparidades expressivas entre gêneros: no Brasil, 23% dos rapazes deixam os bancos escolares sem a certificação, configurando a maior taxa entre os países analisados nessa categoria.
Para diretores, coordenadores pedagógicos e docentes, os indicadores reforçam a necessidade de criar estratégias ativas de escuta e acolhimento dos estudantes. Embora o país apresente avanços importantes na redução geral de jovens sem diploma na faixa etária de 25 a 34 anos — que caiu de 35% em 2016 para 26% em 2024 —, garantir o fluxo escolar pleno e combater o abandono precoce continua sendo um dos maiores desafios para a consolidação da educação básica de qualidade no Brasil.
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